quinta-feira, 18 de julho de 2013

Quinta-feira a ferver para o PS

Agudiza-se o debate interno no Partido Socialista sobre um eventual acordo com os dois partidos que suportam o Governo. Perante as críticas violentas dos "soaristas", fonte próxima das negociações garante que está em causa é o futuro do país. Nada diz sobre o futuro do PS.


Dia de fogo para os socialistas. Se tudo correr como previsto, mantém-se a reunião da comissão política do partido para esta quinta-feira à noite, um encontro que vai ser marcado pelas negociações com a maioria PSD-CDS.
Ontem, alguns socialistas falavam com pessimismo de uma negociação difícil. Agora, e perante o optimismo do Presidente da República, fonte do PS, próxima das negociações, diz àRenascença que hoje a posição negocial do partido já nem é de pessimismo ou optimismo, é antes de realismo.
Perante as críticas violentas dos "soaristas" face a um eventual acordo, a mesma fonte refere que “estamos a dialogar sobre o futuro do país”.

Os socialistas só não respondem à pergunta sobre o futuro do partido.
A reunião tripartida decorre hoje na sede do CDS. Ontem, na sede do PSD, a discussão durou mais de sete horas.
Num dos últimos comunicados conjuntos emitidos lia-se que as negociações, embora exigentes, estão a decorrer sem intransigência. Uma clarificação depois de os socialistas terem baralhado o dia de quarta-feira, pondo a circular a informação de que a maioria estava a assumir uma posição de intransigência absoluta em manter os cortes de 4,7 mil milhões de euros.
Se o PS assinar acordo, o PCP vai subir
No coro de vozes contra a eventual assinatura de um acordo com os partidos da maioria está o socialista Vítor Ramalho. Em declarações à Renascença, Vítor Ramalho é da opinião que os responsáveis do PS não vão firmar um acordo com quem tem maltratado o partido.
“O PS não deve dar a mão a um Governo moribundo que tratou sempre mal o Partido Socialista e que está a levar o país à situação de abismo”, explica.
Vítor Ramalho admite, no entanto, que tal pode acontecer. Se o acordo vier a ser assinado, alerta o socialista, o PCP é que vai ganhar com a situação.
“Se o Partido Socialista assinar esse acordo, qualquer que seja o seu conteúdo, tarde ou cedo se evidenciará um crescimento do Partido Comunista à nossa esquerda e significativo, inquinando o equilíbrio que sempre houve na sociedade portuguesa desde o 25 de Abril”, remata.

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