terça-feira, 19 de novembro de 2013

Ronaldo leva Portugal ao Mundial




Hat-trick vale vitória na Suécia e igualdade com Pauleta como melhor marcador de sempre.
A selecção nacional confirmou a presença na fase final do Mundial do próximo ano, no Brasil, voltando a vencer a Suécia (3-2), em Solna, com hat-trick de Cristiano Ronaldo após actuação memorável (já igualou Pauleta como o melhor marcador de sempre com 47 golos por Portugal). A presença na fase final assegura aos portugueses um prémio no valor de pelo menos 6,4 milhões de euros.
Depois do triunfo obtido na Luz com um golo de cabeça do capitão da selecção, já na parte final do desafio, a equipa de Paulo Bento - onde só se registou a mudança de Hélder Postiga por Hugo Almeida nos titulares - foi um exemplo de solidariedade, consistência e serenidade, controlando o jogo, apesar do menor acerto nos passes na fase inicial. Aos poucos, a selecção ganhou tranquilidade e, durante o primeiro tempo, foi criando e desperdiçando várias oportunidades para marcar através de Ronaldo e Hugo Almeida.
Na segunda parte chegou a assombrosa exibição de Ronaldo que deu vantagem à selecção num remate com o pé esquerdo depois de se esgueirar à defesa nórdica (49 m). Portugal dominava, mas os suecos, com bis de Ibrahimovic num intervalo de quatro minutos, entre os 68 e os 72 minutos, em lances de bola parada (primeiro num canto, depois num livre directo), ameaçou a superioridade adversária. Só que Ronaldo voltou a exibir as virtudes de melhor do Mundo e, em duas fugas espectaculares, recolocou Portugal na frente com dois golos notáveis (77 e 79 m), mostrando o caminho para mais uma fase final do Mundial à selecção - a última fase final de uma grande competição falhada foi em 1998. Pelo meio ficaram as entradas de Antunes, William Carvalho e Ricardo Costa numa noite com contornos épicos.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Quem te avisa, teu inimigo é...


Sair do euro para sair da crise



Sair da zona euro tem custos, mas é bom lembrar que nela permanecer impõe uma perda decisiva, a dos instrumentos de política económica indispensáveis ao desenvolvimento
A pressão dos mercados financeiros sobre um país crescentemente endividado, a tutela do Tratado Orçamental e a fragilidade da nossa economia não desaparecem com o fim do Memorando. Nem o processo de germanização da zona euro é suspenso. Por outro lado, a federalização da UE está fora de questão, já que a esmagadora maioria dos alemães nem sequer imagina correr o risco de se sujeitar a leis que obriguem o BCE a financiar os estados ou os países excedentários na balança de pagamentos a apoiar os deficitários. Veja-se a crescente perda de confiança dos alemães na política monetária do BCE, apesar dos evidentes riscos de deflação, e a tenaz resistência do governo alemão ao projecto de uma autoridade bancária supranacional com poder para decidir a falência de algum dos seus bancos.
Sair da zona euro tem custos, mas é bom lembrar que nela permanecer impõe uma perda decisiva, a dos instrumentos de política económica indispensáveis ao desenvolvimento. Sair implica uma subida inicial dos preços de bens importados provocada pela desvalorização do novo escudo. Neste contexto, lembro que a subida do preço dos combustíveis seria muito inferior ao da desvalorização já que esta apenas incide sobre o custo da matéria-prima; impostos e taxas representam mais de metade do preço de venda ao público. Quanto aos salários e às pensões, seria possível actualizá-los sem gerar uma espiral inflacionista. Um acordo de Concertação Social seria facilitado pelo clima de confiança gerado pelo lançamento de um programa de criação de milhares de empregos socialmente úteis, envolvendo entidades locais de diferentes sectores e financiado por emissão monetária. Segundo as simulações de Jacques Sapir, o impacto da desvalorização nos preços reduzir-se-ia substancialmente ao fim de dois anos.
Apesar de entretanto já ter saído do país muito dinheiro, chegado o dia seria necessário encerrar os bancos e introduzir o controlo dos movimentos de capitais. Uma estratégia de introdução da nova moeda, de uma só vez, implicaria a conversão imediata dos depósitos bancários em novos escudos no mesmo montante. O mesmo aconteceria às dívidas contraídas ao abrigo da lei nacional. Os preços seriam também os mesmos, em novos escudos. Provisoriamente, as notas e moedas em circulação seriam aceites nos pagamentos como sendo novos escudos. É verdade que os bancos teriam de ser recapitalizados mas isso teria solução imediata e sem custos. O governo criaria um fundo de recapitalização financiado pelo Banco de Portugal (moeda electrónica) que, entrando no capital social dos bancos, os transformaria em bancos públicos. Recentrado no mercado nacional, em devido tempo o sistema bancário teria de ser redimensionado e sujeito a novo enquadramento jurídico.
A dívida externa contraída ao abrigo da legislação nacional ficaria convertida na nova moeda, como prevê o direito internacional. Os casos da EDP e da Petrogal teriam de ser tratados de forma particular, para evitar rupturas. A dívida externa pública que permanecesse em euros seria objecto de uma moratória que reduziria a saída de divisas e forçaria a sua renegociação.
Ponto importante: as pensões e os salários dos funcionários públicos seriam repostos ao nível anterior ao Memorando através de financiamento monetário. Sendo as importações agora muito mais caras, além de administrativamente mais controladas, a economia seria fortemente estimulada por esta medida, reforçando o já referido programa público de criação de empregos.
Finalmente, não há qualquer risco de isolamento do país. A saída de um membro da zona euro, além de precipitar a saída de outros, conduzirá (após alguma turbulência inevitável) a uma UE a várias velocidades. A Alemanha começaria a pagar o preço do seu mercantilismo agressivo, ao mesmo tempo que o crescimento e o emprego regressariam ao Sul da Europa.
Está nas nossas mãos a saída da crise. Lembrando Roosevelt, "a única coisa de que devemos ter medo é do próprio medo".
Estou convencido que a zona euro não tem condições para se manter porque, quer a germanização da Europa dos estados-nação, quer a federalização da Europa, não têm apoio político à vista.
Economista, co-autor do blogue Ladrões
de Bicicletas
Escreve quinzenalmente à quinta-feira

http://www.ionline.pt/iopiniao/sair-euro-sair-da-crise/pag/-1

Propsta para o Desmantelamento controlado da zona do euro

terça-feira, 5 de novembro de 2013

'Buraco' de 820 milhões obriga a medidas adicionais

A Comissão Europeia encontrou uma falha equivalente a 820 milhões de euros na execução orçamental deste ano, noticia a rádio TSF, citando as previsões de Outono hoje divulgadas por Bruxelas. Uma 'falha' que obrigará Portugal a aplicar medidas adicionais.
ECONOMIA
'Buraco' de 820 milhões obriga a medidas adicionais


domingo, 3 de novembro de 2013

Luís Filipe Vieira acusado de burla de 14 milhões de euros



A revista ‘Sábado’ avança com a notícia de que o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e o seu sócio e braço direito, Almerindo Duarte, terão sido alvos de buscas da Polícia Judiciária por serem suspeitos de participarem numa burla que prejudicou o Banco Português de Negócios (BPN) em 14 milhões de euros.

A mesma publicação informa ainda que “na manhã de 30 de Março deste ano, elementos da Polícia Judiciária e do Departamento Central de Investigação e Acção Penal fizeram-lhe [a Luís Filipe Vieira] buscas às suas duas casas (uma situada em Oeiras, outra em Corroios) e à sede do grupo Inland/Promovalor, que lhe pertence".

No âmbito da mesma investigação, que está a “ser coordenada pelo procurador Rosário Teixeira”, a residência de Almerindo Duarte, no Estoril, foi também alvo de buscas.

O inquérito em questão "partiu de uma queixa ao MP e investiga indícios de burla e falsificação de documentos, no âmbito de um empréstimo bancário destinado a adquirir acções da Sociedade Lusa de Negócios que pertenciam ao líder benquista".

http://desporto.pt.msn.com/article.aspx?cp-documentid=155116090#scpshrjwfbs

Portas com olho para eu não sei que........Haha!!!