sexta-feira, 31 de maio de 2013

Termómetros vão chegar aos 30 graus no fim-de-semana


Previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera indicam que o vento continuará a soprar com alguma intensidade.
As temperaturas vão começar a subir já nesta sexta-feira, intensificando-se a tendência no fim-de-semana, quando algumas zonas do país vão atingir perto de 30 graus. Até ao dia 3 de Junho a chuva deverá dar tréguas, mas o vento vai continuar a soprar com alguma intensidade.
“Para os próximos dias prevê-se que a temperatura suba gradualmente”, avançou à Lusa Margarida Gonçalves, meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). “Vamos ter valores de temperaturas máximas na ordem dos 30 graus nas regiões do interior e do Vale do Tejo, a chegarem ao litoral valores de 27 e 28 graus”, especificou.
A meteorologista explicou que o aumento das temperaturas se deve “à situação cinótica de um anticiclone estar localizado na região dos Açores e [se] estender em crista até à zona do golfo de Biscaia, dando-nos uma corrente de leste-nordeste. E isso faz com que as temperaturas subam”. “Esta situação vai manter-se até ao dia 3 de Junho, sem precipitação”, acrescentou.
Já o vento irá, nos próximos dias, continuar a soprar com alguma intensidade. “O vento vai manter-se fraco a moderado”, avançou Margarida Gonçalves, sublinhando que o vento tem tido uma influência directa nas temperaturas mais baixas do que o habitual nesta altura do ano.
Como exemplo, basta dizer que a temperatura máxima prevista para a região de Lisboa vai subir dos 21 graus que se fizeram sentir na quinta-feira para os 29 graus no domingo, ao passo que a temperatura mínima aumenta dos 11 graus para os 14 graus (domingo), de acordo com os dados disponíveis no site do IPMA.
Risco "muito alto" de exposição à radiação UV
Vinte e duas regiões do continente e o grupo oriental dos Açores apresentam, esta sexta-feira, risco “muito alto” de exposição à radiação ultravioleta, em dia de aumento de temperaturas, refere o IPMA.
O IPMA informa que as regiões de Aveiro, Beja, Bragança, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Portalegre, Sagres, Santarém, Setúbal, Sines, Viana do Castelo, Viseu, Vila Real, Penhas Douradas e Ponta Delgada (Grupo Oriental dos Açores) apresentam risco “muito alto” de exposição à radiação ultravioleta UV.
Com o nível “muito alto”, o IPMA, na sua página na Internet, aconselha a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, guarda-sol e protector solar, sublinhando igualmente que se deve evitar a exposição das crianças ao sol.
A radiação ultravioleta pode causar graves prejuízos para a saúde, se o nível exceder os limites de segurança, segundo o IPMA.
O índice desta radiação apresenta cinco níveis, entre o “baixo” e o “extremo”, sendo o máximo o 11.

Eurostat Desemprego atinge novo pico de 17,8% em Abril


A taxa de desemprego em Portugal alcançou um novo máximo, de 17,8%, em Abril, com o desemprego jovem a subir também para um nível recorde de 42,5%, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
Desemprego atinge novo pico de 17,8% em Abril




Relativamente ao mês anterior, a taxa de desemprego subiu uma décima (em março atingira os 17,7%, segundo os números revistos pelo gabinete oficial de estatísticas da União Europeia), enquanto entre os jovens (até aos 25 anos) subiu de março para abril mais de um ponto percentual, de 41,2 para 42,5%.
Ambos os valores ficam muito acima da média europeia, já que em abril a taxa de desemprego foi de 12,2% na zona euro (mais uma décima que em março, 12,1%) e manteve-se nos 11,0% no conjunto da zona euro, enquanto o desemprego jovem registou uma subida de uma décima tanto na zona euro (de 24,3& em março para 24% em abril), como na UE a 27 (de 23,4% para 23,5%).
Portugal continua assim a ter a terceira taxa de desemprego mais elevada entre os Estados-membros da UE -- apenas atrás de Grécia, com 27% (dados de fevereiro) e da Espanha (26,8%) -, o mesmo sucedendo com o desemprego jovem, somente superado pelos mesmos países (62,5% na Grécia em fevereiro e 56,4% em Espanha).
Na comparação com os valores de há um ano, Portugal registou a quarta maior subida da taxa de desemprego global, com uma evolução de praticamente 2,5 pontos percentuais (15,4% em abril de 2012 para os 17,8% de abril deste ano), enquanto na zona euro subiu 1 ponto, de 11,2 para 12,2%.
Segundo o Eurostat, atualmente há 26,5 milhões de homens e mulheres desempregados na União, 19,3 milhões dos quais na zona euro, o que significa que, no espaço de um mês, entre março e abril de 2013, mais 104 mil pessoas estão sem emprego no conjunto dos 27 Estados-membros, sendo que só no espaço monetário único o número aumentou em 95 mil pessoas.
Relativamente ao desemprego jovem, são cerca de 5,6 milhões de pessoas até aos 25 anos que se encontravam desempregadas na UE em abril último, 3,6 milhões dos quais na zona euro.
Relativamente a Portugal, o Eurostat estima que em abril o número de desempregados tenha subido para os 945 mil (mais 8 mil pessoas que no mês anterior), e o número de jovens sem emprego subiu para os 172 mil (mais 9 mil que em março).
O Eurostat calcula mensalmente uma taxa harmonizada de desemprego para todos os países da UE. Esta taxa utiliza uma metodologia comum a todos os 27 para permitir comparações. Os resultados do Eurostat não são necessariamente iguais aos obtidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Desempregados vão pagar taxa apesar do chumbo do Constitucional


O governo mantém o objetivo de taxar o subsídio de desemprego e, tal como o Orçamento para 2013, o Rectificativo volta a apresentar uma taxa de 6% sobre os subsídios de desemprego e de 5% sobre os subsídios de doença, avança o Correio da Manhã. 
Esta insistência já era aguardada porque quando chumbou a medida inicial, o Tribunal Constitucional apenas o fez porque o governo não estava a salvaguardar as pessoas que recebem valores inferiores a um Indexante de Apoios Sociais (IAS). Ou seja, os juízes não chumbaram a taxa em si, mas o facto de não acautelar que, em certos casos, a prestação a auferir fique aquém "do nível mínimo que já foi objeto de concretização legislativa". Desta vez, e para garantir que não atropela a Lei fundamental, o Executivo introduziu essa ressalva. 
Assim, estarão isentos de pagar uma taxa todos os subsídios de desemprego e de doença até 419 euros, o valor de uma IAS. Na prática, e segundo o avançado pelo mesmo jornal, estarão em causa cerca de 400 mil desempregados mas vão ficar isentos os casais desempregados que tenham majoração no subsídio de desemprego.  LER MAIS

Alegre diz que a democracia em Portugal está suspensa


O ex-candidato presidencial considera que a democracia está suspensa em Portugal e que o Governo está a provocar uma situação dramática no país.
Manuel Alegre falava aos jornalistas à entrada para a conferência "Libertar Portugal da austeridade", dinamizada pelo ex-chefe de Estado Mário Soares e que junta na Aula Magna de Lisboa figuras do PS, PCP, Bloco de Esquerda, CGTP-IN e UGT.

Em declarações aos jornalistas, o ex-dirigente socialista considerou que em Portugal tem "havido grandes manifestações, até com mais gente do que em outros países, não sendo porém tão violentas como as da Grécia".

"Agora é preciso resultados e este Governo é totalmente insensível à voz da rua e à voz dos cidadãos", declarou.

Mas o ex-candidato presidencial Manuel Alegre foi ainda mais longe.

A atual situação "é como se a democracia estivesse suspensa. E, de facto, está", declarou.

Para o ex-candidato presidencial, "é tempo de os cidadãos tomarem nas suas mãos a defesa da democracia e a defesa da soberania e até a defesa da nossa Constituição".

"A situação é dramática. Estamos a assistir à destruição da nossa economia, do Estado social e dos serviços públicos de saúde, educação e segurança social. Estamos a assistir à destruição daquilo que não era apenas democracia formal, mas uma democracia social e avançada", acrescentou.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Um dos Capitães de Abril, Vasco Lourenço, não poupa críticas ao Presidente da República


Vasco Lourenço "Penso muito pior de Cavaco do que o que disse Sousa Tavares"
Um dos Capitães de Abril, Vasco Lourenço, não poupa críticas ao Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e, em declarações ao jornal i, refere que pensa “muito pior” do chefe de Estado, do que Miguel Sousa Tavares, que, na semana passada, apelidou Cavaco, numa entrevista concedida ao Jornal de Negócios, de “palhaço”.
Penso muito pior de Cavaco do que o que disse Sousa Tavares



“Sinto-me envergonhado e ofendido com o actual Presidente da República e não digo mais. É evidente que cá por dentro penso muito pior do que aquilo que o Sousa Tavares disse”.
As palavras pertencem ao Capitão de Abril, Vasco Lourenço, que, em declarações ao i, vai ainda mais longe afirmando: “Se dissesse o que pensava” sobre Cavaco Silva “entrava no foro criminal”, sendo que não quer “dar essa oportunidade” ao chefe de Estado, assinalou.
Recorde-se que o jornalista e escritor Miguel Sousa Tavares chamou Cavaco de “palhaço”, a propósito de uma entrevista que concedeu ao Jornal de Negócios na passada semana.
O Presidente da República reagiu de imediato, tendo solicitado à Procuradoria-Geral da República a instauração de um inquérito por “ofensa à honra”. Ainda no mesmo dia o também comentador político veio reconhecer que se tinha excedido no termo que empregou.

Soares une esquerda contra a austeridade mas só por um dia


Dos três maiores partidos da esquerda, só a liderança Bloco se fará representar ao mais alto nível na convocatória de Soares. Seguro e Jerónimo enviam representantes.

Será uma noite só, uma única conferência com a esquerda reunida e de onde os promotores não esperam mais que um debate sobre os motivos que tornam urgente o fim da austeridade.
Sob o tema "Dois anos de ‘troika' - Libertar Portugal da Austeridade", Mário Soares juntou partidos, sindicatos e figuras da esquerda, incluindo Manuel Alegre, num encontro esta noite na Aula Magna, em Lisboa. "Os três partidos não estão juntos. Vão ouvir e não se devem tirar conclusões precipitadas. O mérito da reunião é do Mário Soares", defende Alegre ao Económico. A verdade é que dos três, apenas o BE se fará representar ao mais alto nível, com João Semedo e Catarina Martins. Seguro e Jerónimo de Sousa enviam representantes em seu lugar. Ramos Preto, pelos socialistas, e o eurodeputado João Ferreira, pelos comunistas.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Gaspar confirma conclusão da sétima avaliação final de Junho


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Vítor Gaspar garantiu hoje no Parlamento que a sétima avaliação será concluída até ao final do próximo mês.
O ministro das Finanças afirmou que a aprovação da sétima revisão do programa de ajuda externa decidir-se-á na reunião do Eurogrupo e do Ecofin em Junho e que antes desses encontros os cortes no Estado já vão estar formalmente definidos.

Vítor Gaspar recordou que a aprovação formal do sétimo exame regular pressupunha a apresentação do Documento de Estratégia Orçamental e dos cortes da despesa e garantiu que "estes procedimentos nacionais deverão estar concluídos antes do Eurogrupo de 20 de Junho".

O ministro das Finanças, que apresentava os resultados da sétima avaliação na Comissão parlamentar para Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Financeira a Portugal, disse que última avaliação deverá ser discutida a 12 de Junho pelo conselho de administração do Fundo Monetário Internacional, e a 20 e 21 de Junho nas reuniões do Eurogrupo e Ecofin, respectivamente.

"Além do desembolso da oitava tranche de financiamento oficial, a decisão permitirá o acordo final quanto à extensão das maturidades dos empréstimos oficiais europeus", explicou o ministro das Finanças. Vítor Gaspar, uma decisão que foi tomada no Ecofin que decorreu em Abril em Dublin.

Recessão portuguesa em 2013 será mais profunda que o previsto

A OCDE espera que a economia portuguesa tenha uma recessão mais profunda este ano e que cresça menos em 2014 que o esperado pelo Governo e pela 'troika'. Atingir as novas metas do défice é "improvável"

De acordo com o relatório 'Economic Outlook' da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico divulgado esta quarta-feira (com as perspetivas globais da instituição, publicado duas vezes por ano), a organização espera que a recessão seja maior em 0,4 pontos percentuais face à última estimativa do Governo e da 'troika' (composta pelo Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) que previam um recuo de 2,3%.
A organização espera também que a economia cresça menos que o esperado em 2014, mesmo após a queda mais profunda este ano, também aqui menos 0,4 pontos percentuais que na estimativa da 'troika' e do Governo. A OCDE espera um crescimento marginal na ordem dos 0,2%, enquanto o Governo, no Documento de Estratégia Orçamental apresentado no mês passado, previa um crescimento de 0,6%.
Corte de 3,7% do PIB ao défice todos os anos até 2030
Portugal terá de executar uma consolidação orçamental equivalente, em média, a 3,7% do produto entre 2014 e 2030 para baixar o rácio da dívida pública para os 60% do Produto Interno Bruto (PIB) nesse ano, estima a OCDE.
Juntamente com a Grécia, o Reino Unido e os Estados Unidos, Portugal terá de fazer uma consolidação orçamental entre os 3 e os 6 pontos percentuais do PIB após 2014, uma situação que só é mais drástica no Japão.
Portugal não vai atingir novas metas do défice para 2013 e 2014
A OCDE considera ainda "improvável" que Portugal consega cumprir as metas do défice orçamental deste ano e para 2014, e defende que a 'troika' deve permitir esta derrapagem.
O fraco crescimento económico e a declaração de inconstitucionalidade de quatro normas do Orçamento do Estado para 2013 pelo Tribunal Constitucional, vão levar a uma queda na receita fiscal e assim impedir que Portugal consiga atingir as metas que acordo com a 'troika', considera a organização.
"O fraco crescimento e a recente decisão do Tribunal Constitucional que rejeitou algumas das medidas de consolidação orçamental propostas vai reduzir a receita fiscal e tornar improvável o cumprimento das novas metas do défice, revistas recentemente, para 2013 e 2014", lê-se no relatório.
Dívida pública portuguesa deve superar os 130% do PIB em 2014
A OCDE mostra-se ainda convicta de que a dívida pública vai superar a barreira dos 130% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014, 8,4 pontos percentuais acima do limite máximo esperado pelo Governo.
O Governo espera que o nível de dívida pública caia este ano para os 122,3% do PIB, mas a OCDE espera um agravamento para os 127,7%. 


Ler mais: http://visao.sapo.pt/recessao-portuguesa-em-2013-sera-mais-profunda-que-o-previsto=f732331#ixzz2Ufv0V9pG

Dívida pública portuguesa supera 132% do PIB em 2014


OCDE é mais pessimista do que o governo e a troika sobre os cenários económico e orçamental.


A dívida pública de Portugal deverá superar 132% do PIB no próximo ano, prevê a OCDE no capítulo dedicado ao país no relatório anual "Economic Outlook", hoje publicado. O valor é significativamente mais alto do que os 124% previstos pelo Governo e do que o limiar psicológico de 120% definido nos mercados após a segunda reestruturação de dívida da Grécia.
Na origem do valor previsto pela organização sedeada em Paris está um cenário económico e orçamental mais pessimista face ao projectado pelas autoridades nacionais e da troika.
Na frente económica espera que a contracção este ano ronde -2,7% (face aos -2,3% previstos pelo Governo e pela troika) e que a recuperação no próximo ano seja apenas de 0,2% (face aos 0,6% do Governo e da troika).
Na frente orçamental a instituição coloca em 6,4% do PIB a previsão para o défice orçamental este ano e em 5,6% em 2014, valores significativamente acima dos 5,5% e 4% definidos pela troika na sétima avaliação. A OCDE não conta, contudo, com medidas de consolidação ainda não apresentadas e implementadas, o que exclui o Orçamento Rectificativo e o pacote de cortes permanentes de despesa em 2014.
Mesmo contando com este efeito da austeridade adicional, as previsões publicadas hoje indiciam que o rácio de dívida se encaminha para valores que rondam 130% no próximo ano.
Segundo dados do Banco de Portugal, o peso da dívida na economia - uma medida de sustentabilidade - atingiu 127% do PIB no final do primeiro trimestre deste ano. Para a troika, o rácio elevado é um factor limitativo de cedências maiores nas metas nominais do défice orçamental.

Governo obriga serviços públicos a estarem abertos até mais tarde


Sindicatos contestam proposta que prevê o despedimento colectivo e “sem justa causa” no Estado.
Todos os funcionários públicos vão trabalhar obrigatoriamente 40 horas ou mais por semana. A regra é "imperativa" e não pode ser alvo de negociação colectiva, ao contrário do que acontece no privado. A nova proposta foi ontem enviada aos sindicatos ao final do dia, após uma ronda negocial sobre o novo sistema de requalifição, que irá permitir despedimentos no Estado.

Uma das consequências práticas desta alteração será o alargamento do horário de atendimento ao público dos serviços do Estado. No mínimo, terão de estar abertos oito horas por dia (contra as actuais sete), entre as 9h00 e as 13h00 e entre as 14h00 e as 18h00. Actualmente, os serviços de atendimento fecham ao 12h30 e depois às 17h30. Por outro lado, a proposta sugere que a duração média do trabalho semanal (incluindo horas extraordinárias) não pode exceder 48 horas, contra as actuais 42.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Evasão fiscal de empresas alemãs atinge milhares de milhões de euros


A evasão fiscal das empresas alemãs através de estratégias tributárias de âmbito internacional atinge dezenas milhares de milhões de euros anualmente, segundo um estudo hoje divulgado pelo instituto alemão para a investigação económica (DIW).
Evasão fiscal de empresas alemãs atinge milhares de milhões de euros
DR
ECONOMIA

Cursos com procura 'muito reduzida' não abrem vagas no próximo ano

O secretário de Estado do Ensino Superior, João Queiró, anunciou hoje que cursos com procura "muito reduzida" não vão abrir vagas no próximo ano, sublinhando que as escolas podem reorientar a oferta para cursos "mais fortes".
"Não vamos encerrar cursos, o que nós vamos fazer é, nalguns cursos, que têm procura muito reduzida, não abrir vagas", disse.
"Como os plafonds por instituição se mantêm, cada instituição pode reorientar as suas vagas para cursos mais fortes e ai concentrando a oferta, eventualmente reforçando com um perfil de especialização", explicou.
Estas medidas, consideradas pelo governante como as "principais" de um despacho do Ministério da Educação com orientações para a fixação de vagas e dos cursos na rede do ensino superior, foi hoje entregue para consulta ao Conselho de Reitores e ao Conselho de Coordenadores dos Institutos Politécnicos.
João Queiró falava aos jornalistas, em Portalegre, à margem da cerimónia de tomada de posse do presidente do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), Joaquim Mourato, que exerce também o cargo de presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP).
De acordo com João Queiró, a introdução da articulação regional da oferta é outra das medidas que consta no despacho enviado pelo Ministério da Educação.
"Cada instituição pode conversar com as instituições suas vizinhas, regionalmente, no sentido de, supondo que todos oferecem cursos similares, com procura reduzida, podem conversar e manter o curso numa delas", disse.
Com isto "contribui-se", segundo o governante, para o tema que "tanto se fala" da "racionalização da rede".
Questionado pela Lusa sobre o despacho, o presidente do CCISP não quis comentar o teor do documento, uma vez que desconhece o seu conteúdo.
"Aguardo. Só depois de ver é que vou pronunciar-me de uma forma mais concreta", disse.

Lei para comunidades intermunicipais considerada inconstitucional


Atribuição de competências e desrespeito pelo elenco fixo de autarquias locais, foram os motivos apresentados pelos juízes.

O Tribunal Constitucional considerou hoje inconstitucional a lei das comunidades intermunicipais, diploma incluído na reforma do Poder Local.
Cavaco Silva solicitou no passado dia 3 de Maio a fiscalização preventiva sobre a legislação para as novas comunidades intermunicipais a quem conferia novos poderes, assim como o estatuto de autarquia local. Agora o Tribunal Constitucional (TC) deu razão às dúvidas do Presidente da República e à Associação Nacional de Municípios que também havia defendido a inconstitucionalidade do diploma.
"A Constituição elenca um número fixo de autarquias locais e nesse não estão incluídas as comunidades intermunicipais", considerou o presidente do TC, Joaquim Sousa Ribeiro, considerando que a criação desse novo órgão "violou o princípio da tipicidade" do poder local. Esta foi uma decisão apoiada pela unanimidade. 
O segundo ponto que havia suscitado dúvidas ao Presidente da República prendia-se com a atribuição de novas competências, actualmente com as câmaras municipais, a comunidades intermunicipais e freguesias não tendo a decisão sido consensual. "A decisão foi por maioria de 8 para 5, por violação  da reserva de lei. Essa delegação da competências tem de ser feita por lei, mas era uma norma praticamente em branco, sem conteúdo minimamente preciso", disse Joaquim Sousa Ribeiro.

Senhora húngara comenta Porto - Benfica 2012-2013

Esta senhora húngara não teve papas na língua e explica como o Benfica perdeu com o Porto no Dragão.

Paul Krugman diz que Portugal vive um “pesadelo” económico-financeiro


O economista Paul Krugman considera que Portugal vive um “pesadelo” económico-financeiro e questiona como será possível ultrapassar problemas estruturais “condenando ao desemprego” milhares de trabalhadores.
“Não me digam que Portugal tem tido más políticas no passado e que tem profundos problemas estruturais. Claro que tem, e todos têm, mas, sendo que em Portugal a situação é mais grave do que noutros países, como é que faz sentido que se consiga lidar com estes problemas condenando ao desemprego um grande número de trabalhadores disponíveis?”, frisa Paul Krugman num artigo publicado nesta segunda-feira no seu blogue do New York Times, intitulado Consciência de Um Liberal.
O Nobel da Economia de 2008 debruça-se sobre a situação portuguesa partindo de um artigo publicado no jornal Financial Times. Para o economista, se a Europa avançasse no sentido da política monetária e orçamental expansionista, ou seja, se aumentasse a circulação de dinheiro na economia, Portugal encontraria aí a resposta para os seus problemas, “conhecidos há muitas décadas”.
O economista reconhece que, nesse campo, “Portugal não pode fazer as coisas por conta própria, porque já não tem moeda própria”. Mas contrapõe: “OK então: ou o euro deve acabar ou algo deve ser feito para fazê-lo funcionar, porque aquilo a que estamos a assistir (e os portugueses a experimentar) é inaceitável”, sublinha.
Krugman insiste, por isso, numa expansão “mais forte na zona do euro como um todo”, “uma inflação mais elevada no núcleo europeu”, tendo em mente que o Banco Central Europeu (BCE), assim como a Reserva Federal Americana, são contra taxas de juro próximas de zero.
“Pode e deve tentar-se aplicar políticas não convencionais, mas é preciso tanta ajuda quanto possível ao nível da política orçamental e não uma situação em que a austeridade na periferia é reforçada pela austeridade no núcleo”, frisou. Mas pelo contrário, reforçou, aquilo a que se tem assistido nos últimos três anos é a uma política europeia “focada quase que inteiramente nos supostos perigos da dívida pública”. “O importante agora é mudar as políticas que estão a criar esse pesadelo”, concluiu.
Memórias com Silva Lopes e Miguel Beleza
Num outro texto no seu blogue, Krugman lembra como, em 1975, o então governador do Banco de Portugal, José da Silva Lopes, que veio a ser ministro das Finanças, pediu aconselhamento especializado ao Massachusetts Institute of Technology (MIT). Depois de uma primeira visita de professores da conhecida faculdade norte-americana, Portugal contou no Verão de 1976 com a ajuda de cinco estudantes do MIT, entre eles Miguel Beleza, mais tarde governador do Banco de Portugal e ministro das Finanças, assim como o próprio Krugman.
“A julgar pela reputação académica de que [estes responsáveis] viriam a gozar mais tarde, eles [portugueses] tiveram um grande grupo. Um ano depois, chegariam David Germany, Jeremy Bulow e, imaginem quem, Ken Rogoff”, conta Krugman, referindo-se a um dos dois autores do polémico estudo sobre o impacto da dívida pública no crescimento, citado por vários governantes na defesa da austeridade, mas posto em causa por três economistas norte-americanos que detectaram erros de cálculo.

Gaspar diz que pergunta de jornalista foi «deselegante»


Ministro não gostou que fosse feita ao presidente do Eurogrupo uma questão sobre a situação em Portugal
2013-05-27

segunda-feira, 27 de maio de 2013

A Crucificação de Jesus


Uma época que poderia ser de sonho, está transformada num imenso pesadelo. Jesus fala sempre na primeira pessoa, eleva-se à máxima potência, julga que as conquistas são meros exercícios de superioridade artística. Por isso, quando a palavra derrota é mais conjugada que a palavra vitória, o edificio vem abaixo. Os jogadores apontam o dedo a Jesus, os adeptos que há uns dias o glorificaram, são os mesmos que o insultam quando sobe ou desce a escadaria do Jamor. Jesus fala de mais, ou pelo menos fala na hora errada. Considerou depois da final da Liga Europa, que esta era uma “época brilhante”, mas curiosamente esta foi a época em que o Benfica não ganhou nenhum troféu. Considera Jesus que “importante é estar nas decisões dos troféus”, mas esquece-se que na história só fica quem é vencedor, dos derrotados não consta a história e a nota artística só ganha competições na patinagem. Retenho a frase que disse há dois dias atrás ” Tomara que a próxima época seja igual”. Daqui por algumas horas, quando regressar à realidade, será outra que vai juntar ao rol do arrependimento. Acabou o jogo há poucas horas e nos programas de análise que passam nas televisões portuguesas, começou a crucificação de Jesus. Tudo o que eram virtudes em tempos, são defeitos agora. Estamos só com três horas passadas sobre o jogo e ainda faltam aparecer os Delgados, os Manhas, Guerras, Bonzinhos e quejandos, para ajudarem a cravar mais uns pregos nas mãos de Jesus. Haja paciência para tanta hipocrisia.

GNR deteve 192 pessoas no fim de semana


A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve  192 pessoas no fim de semana, 121 das quais devido a condução sob efeito de álcool, com taxa superior a 1,19 gramas por litro de sangue, informou hoje esta força policial. 


Das restantes detenções, 39 deveram-se a condução sem habilitação legal,  14 devido a infrações rodoviárias, seis por furto, quatro por roubo, duas  por falsificação de matrícula e seis por crimes não especificados. 
Foram ainda apreendidas 95,5 doses de haxixe, 54 de heroína e quatro  veículos ligeiros. 
Segundo um comunicado da GNR, foram também elaborados 187 autos de notícia  por flagrante delito e 2.419 autos de contraordenação e legislação diversa.
A ação de fiscalização decorreu nos distritos afetos aos comandos territoriais  de Faro, Santarém, Lisboa, Porto, Setúbal e Aveiro. 
 LUSA

Jackson Martínez na rota de Falcao


A saída de Radamel Falcao para o Mónaco deixa o FC Porto à mercê de nova ofensiva do Atl. Madrid, desta vez por Jackson Martínez.
Mais um caso de sucesso no ataque da equipa portista de um jogador colombiano e logo na sua época de estreia, em que foi o rei dos marcadores, com 26 golos na Liga.
Mesmo tendo em conta que não estão liquidadas todas as prestações relativas ao pagamento de Falcao, negociado então por 40 milhões de euros, o encaixe a realizar agora pelo emblema madrileno com El Tigrepermitirá folga suficiente para poder ser batida a cláusula de rescisão de Jackson, que é também de 40 milhões de euros.

Presidente do Eurogrupo em Lisboa para encontros com Passos Coelho, Cavaco Silva e Vítor Gaspar




O presidente do Eurogrupo está hoje em Lisboa para encontros com Passos Coelho, Cavaco Silva e Vítor Gaspar.


O responsável pelo grupo dos países da moeda única começou o dia em São Bento, com um encontro com o primeiro-ministro. Jeroen Dijsselbloem segue depois para Belém para uma audiência com Cavaco Silva.
Por volta do meio-dia, o presidente do Eurogrupo encontra-se no Ministério das Finanças com o ministro íitor Gaspar.
Os temas das reuniões ainda não são conhecidos, mas sabe-se que o programa de ajustamento e o regresso aos mercados financeiros vão estar em cima da mesa. 
Esta é a primeira visita do também ministro das Finanças holandês a Portugal, desde que sucedeu a Jean-Claude Juncker na liderança do Eurogrupo. Uma visita que acontece uma semana depois dos líderes europeus terem aprovado a sétima avaliação da troika no âmbito do programa de assistência financeira.

Equipa do Benfica assobiada à saída do Jamor e à chegada ao Estádio da Luz


A chegada da comitiva do Benfica ao Estádio da Luz ficou marcada por alguns momentos de tensão. Um grupo de adeptos assobiou os jogadores e depois tentou agredir equipas de reportagem presentes no local.






A Praça do Toural, em Guimarães, celebra o histórico triunfo do Vitória sobre o Benfica, na final da Taça de Portugal.

VER VIDEO AQUI







Cardozo empurrou Jesus


Cardozo empurrou Jesus e pediu explicações ao treinador, logo após a derrota na final da Taça de Portugal.

«Cardozo estava de cabeça quente»
Jorge Jesus resolveu não “crucificar” Cardozo, pelo seu gesto após a final da Taça de Portugal.

O paraguaio dirigiu-se a Jorge Jesus para pedir explicações pela derrota frente ao Guimarães, tendo inclusive dado um empurrão no técnico encarnado.

Na conferência de imprensa, o treinador do Benfica resolveu por um “pedra” sobre o assunto.

«O Cardozo estava de cabeça perdida por termos perdido. Naquele momento mais complicado, tive de lhe dizer que quando se perde, perdem todos, e não A ou B. Depois ficou tranquilo e pediu desculpas no balneário», afirmou Jorge Jesus, na conferência de imprensa após a derrota na final da Taça de Portugal.

O técnico do Benfica explicou ainda que não foi pela saída do avançado paraguaio que o Benfica perdeu.

«O Cardozo saiu porque durante a semana trabalhou com limitações. Está num período de cansaço, tentei que o Nico [Gaitan] fizesse um melhor equilíbrio defensivo. Os golos [sofridos] não tiveram nada a ver com a saída do Cardozo: um foi num atraso de bola e outro num ressalto em Luisão», justificou Jesus.
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Benfica perde Taça da Liga,Guimarães prolonga triste sina encarnada


O Vitória de Guimarães conquistou a sua primeira Taça de Portugal ao bater o Benfica por 2-1, no Estádio Nacional.

Guimarães prolonga triste sina encarnada
O Vitória de Guimarães venceu esta tarde de domingo a Taça de Portugal ao bater o Benfica por 2-1, no Estádio Nacional, e depois de os encarnados terem passado grande parte do jogo em vantagem. Minhotos deram a cambalhota no marcador em apenas dois minutos.
Desde os primeiros minutos que o Benfica controlou o ritmo do encontro. As águias dominaram territorialmente, mas as oportunidades de perigo junto às balizas foram raras.
Nesse campo, estreou-se primeiro o Benfica, com Garay a ver Douglas evitar o primeiro depois de um cabeceamento exemplar.
Já ao minuto 30, o Vitória saiu para um contra-ataque em larga vantagem numérica, mas Addy não conseguiu transformar em golo o 5 para 2 dos vimaranenses. Na resposta, o Benfica respondeu com o golo: Gaitán, sem querer, viu a bola bater-lhe depois de um alívio de Kanu e esta encaminhou-se para o fundo das redes. Estava feito o 1-0.
Até final do primeiro tempo, Lima, na melhor jogada do encontro, foi quem dispôs da melhor ocasião para ampliar, mas a bola saiu por cima da trave de Douglas.
O segundo tempo começou no mesmo ritmo pausado com que acabou o primeiro tempo. O futebol de qualidade não esteve esta tarde no Jamor e por isso, pode dizer-se, o espetáculo foi fraco.
Sem grandes ocasiões, a emoção guardou-se toda para o final, em mais um golpe de teatro que os benfiquistas já tinham visto por duas vezes esta época, primeiro no Dragão, e depois na final da Liga Europa.
Aos 80’, Artur aliviou mal uma bola que parecia inofensiva e colocou-a nos pés de umjogador vimaranense. A bola chegou a Soudani e o avançado atirou para o empate no primeiro lance de perigo vimaranense na etapa complementar.
O maior drama encarnado estava guardado para dois minutos depois. Ricardo Pereira rematou de longe, a bola saiu enrolada, mas acabou mesmo por se anichar nas redes encarnadas. Até os jogadores do Vitória pareciam pasmados com a reviravolta que já ninguém esperava, depois de o Benfica ter controlado o encontro durante 80 minutos.
Embora com mais tempo para jogar do que noutros desaires decisivos desta temporada, o Benfica já não teve força para travar a euforia do Vitória e a Taça foi para Guimarães. Encarnados confirmaram como pesadelo uma época que podia ter sido de sonho: perderam o campeonato, a Liga Europa e agora a Taça de Portugal. 

sábado, 25 de maio de 2013

Ricardo Salgado "Portugueses não querem trabalhar, preferem o subsídio"


O presidente do BES, Ricardo Salgado, disse na sexta-feira que os portugueses “não querem trabalhar” e que preferem viver à sombra do “subsídio de desemprego”.
Portugueses não querem trabalhar, preferem o subsídio


Ricardo Salgado, presidente do BES, falava ontem durante a apresentação do Alqueva e das suas potencialidades a investidores estrangeiros. Quando o assunto foi a falta de trabalhadores portugueses nos campos do Alentejo, Ricardo Salgado foi peremptório: “os portugueses preferem ficar com o subsídio de desemprego”.
Mas para não deixar os investidores nervosos com uma possível falta de mão-de-obra, Salgado garantiu que esse não é um problema pois “se os portugueses não querem trabalhar e preferem estar no subsídio de desemprego, há imigrantes que trabalham alegremente, na agricultura, e esse é um factor positivo”.
Também para João Basto, da Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva, “não faz sentido num País com elevados números de desemprego, que exista este desencontro entre a oferta e a procura”, referindo-se ao grande número de imigrantes que se encontram actualmente a trabalhar na agricultura, no interior do País.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ministério Público considera crime palavras de Sousa Tavares

"Beppe Grillo? 'Nós já temos um palhaço. Chama-se Cavaco Silva'", é o título da entrevista com afirmações consideradas crime pelo Presidente. Miguel Sousa Tavares já está arrependido.

O Ministério Público vai processar o escritor Miguel Sousa Tavares por considerar as "expressões proferidas na entrevista" publicada hoje "susceptíveis de integrar a prática do crime de Ofensa à honra do Presidente da República, previsto no artigo 328.º do Código Penal.
A agência Lusa afirma, citando "fonte de Belém", que a instauração do inquérito a Sousa Tavares foi pedida pelo Presidente da República.
O título da entrevista que faz capa do "Jornal de Negócios" é "Beppe Grillo? 'Nós já temos um palhaço. Chama-se Cavaco Silva'".
Entretanto, contatado pelo Expresso, o escritor, comentador e colunista mostrou-se arrependido. "Acho que o Presidente e o Ministério Público têm razão reconheço que não devia ter dito aquilo. Fui atrás da pergunta", disse.
"O processo vai seguir, logo verei o que digo. Obviamente lhe chamei palhaço no sentido político", disse o escritor respondendo à pergunta se pretendia pedir desculpa ao Presidente da República.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/ministerio-publico-considera-crime-palavras-de-sousa-tavares=f809321#ixzz2UDUJ3XSB

Entrevista Sousa Tavares chama "palhaço" a Cavaco e diz que "pior é difícil"


Por ocasião do lançamento do seu mais recente livro intitulado ‘Madrugada Suja’, Miguel Sousa Tavares dá uma entrevista ao Jornal de Negócios, publicada esta sexta-feira, na qual não poupa nada nem ninguém. Ao Presidente da República, Cavaco Silva, chama “palhaço”, e ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, “grau zero da política”.
Sousa Tavares chama palhaço a Cavaco e diz que pior é difícil
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POLÍTICA