segunda-feira, 27 de maio de 2013

A Crucificação de Jesus


Uma época que poderia ser de sonho, está transformada num imenso pesadelo. Jesus fala sempre na primeira pessoa, eleva-se à máxima potência, julga que as conquistas são meros exercícios de superioridade artística. Por isso, quando a palavra derrota é mais conjugada que a palavra vitória, o edificio vem abaixo. Os jogadores apontam o dedo a Jesus, os adeptos que há uns dias o glorificaram, são os mesmos que o insultam quando sobe ou desce a escadaria do Jamor. Jesus fala de mais, ou pelo menos fala na hora errada. Considerou depois da final da Liga Europa, que esta era uma “época brilhante”, mas curiosamente esta foi a época em que o Benfica não ganhou nenhum troféu. Considera Jesus que “importante é estar nas decisões dos troféus”, mas esquece-se que na história só fica quem é vencedor, dos derrotados não consta a história e a nota artística só ganha competições na patinagem. Retenho a frase que disse há dois dias atrás ” Tomara que a próxima época seja igual”. Daqui por algumas horas, quando regressar à realidade, será outra que vai juntar ao rol do arrependimento. Acabou o jogo há poucas horas e nos programas de análise que passam nas televisões portuguesas, começou a crucificação de Jesus. Tudo o que eram virtudes em tempos, são defeitos agora. Estamos só com três horas passadas sobre o jogo e ainda faltam aparecer os Delgados, os Manhas, Guerras, Bonzinhos e quejandos, para ajudarem a cravar mais uns pregos nas mãos de Jesus. Haja paciência para tanta hipocrisia.

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