A evasão fiscal das empresas alemãs através de estratégias tributárias de âmbito internacional atinge dezenas milhares de milhões de euros anualmente, segundo um estudo hoje divulgado pelo instituto alemão para a investigação económica (DIW).

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ECONOMIA
Os especialistas deste reconhecido centro de estudos económicos calcularam que em 2008, o ano mais recente com dados completos, o desfasamento entre os lucros empresariais comprovados e os benefícios fiscais comprovados ascendeu a 91,9 mil milhões de euros.
O DIW admite que esta soma de rendimentos não declarados poderá conter erros de cálculo, mas adverte para um “buraco fiscal permanente” na Alemanha que desde 2000 ultrapassa os 90 mil milhões de euros e que em 2007 terá excedido os 120 mil milhões.
“Se o cálculo do PIB for correto, as empresas alemãs pagam em média apenas 21% do imposto sobre lucros, muito abaixo do legalmente previsto”, assegura Stefan Bach, especialista financeiro do DIW, no relatório semanal da instituição.
O estudo acrescente que os lucros das empresas alemãs aumentaram 140% entre 1992 e 2008, enquanto a cobrança do imposto sobre os respetivos rendimentos apenas aumentou 62% no mesmo período.
“A carga fiscal desceu claramente em termos percentuais”, explica Bach, citado pela agência noticiosa Efe.
Segundo o DIW, as estratégias mais habituais para reduzir a carga tributária consistem na transferência de benefícios fiscais para países com condições mais vantajosas (os designados paraísos fiscais), e diversas manobras contabilísticas, como associar parte dos lucros a “despesas privadas”
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