Dezenas de automóveis e motociclos estavam às 14:00, junto a mais de uma dezena de autocarros, no parque de estacionamento junto à rotunda do Centro Sul, em Almada, prontos para alinhar no protesto que vai seguir pela ponte 25 de Abril até Alcântara.
A CGTP convocou para hoje um protesto a realizar em Alcântara, depois de o Ministério da Administração Interna (MAI) ter impedido, esta semana, uma manifestação atravessando a ponte.
Pelas 13:45 havia já mais de uma dezena de autocarros prontos a seguir para os acessos à ponte, a partir da margem sul, e perto destes dezenas de condutores de veículos ligeiros e motorizados disseram à Lusa que vão alinhar no protesto.
Maria dos Anjos Pinto, é doméstica, tem 58 anos. Está de buzina na mão. Veio manifestar-se com o marido, Henrique, que está desempregado. "
Quando perdeu o emprego como reparador da construção naval, recebia 800 euros de subsídio de desemprego, agora vai receber 500 euros", conta a mulher.
O casal está pronto para, no seu carro, se juntar ao protesto. E não é o único.
Francisco Craveiro, 58 anos, é micro empresário. Veio manifestar-se com uma t-shirt que diz "Não fui eu, foi o Tribunal Constitucional".Explicou à Lusa que entende que esta é "a melhor maneira de dizer ao Governo que não lixe mais as pessoas".
Veio com a mulher, Beatriz, 51 anos, que está desempregada há "cinco ou seis anos". Diz que é a típica "nova para a reforma, velha para o trabalho".
Dizem ainda que o banco de trás do carro vai vazio porque a filha, estudante de enfermagem, está doente: "Ela gostava muito de aqui estar. Pela situação que atravessa o Ensino Superior e a enfermagem", acrescentou a mulher.
O objetivo é chegar a Alcântara. "E passaremos. Nem que seja daqui por dez horas", conclui Francisco.
Junto a dezenas de motas, António Vicente, de 60 anos, está também pronto para engrossar a fila de manifestantes. Disse à Lusa que é reformado da função pública e que veio manifestar-se porque "os motards sofrem na carne o que os outros sofrem".
"A política deste Governo está a criar cada vez mais problemas às pessoas. Estamos a ser roubados, este é um protesto que é de todos", sublinhou.
Às 13:50 continuam a chegar pessoas e autocarros ao parque de estacionamento junto à rotunda do Centro Sul, em Almada, e ocasionalmente ouvem-se buzinas.
Lusa

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