Em declarações à agência Lusa, o gabinete do vereador da Protecção Civil, Manuel Brito, afirmou que pretende ter o sistema em funcionamento "o mais brevemente possível".
Em falta está, por parte da Câmara, a certificação eléctrica do sistema, que se prevê que seja emitida na primeira semana de Setembro, e, por parte da PSP, a conclusão da ligação à Rede Nacional de Segurança Interna, para que a polícia possa visualizar as imagens.
Depois disto, e logo que "os operadores da PSP recebam uma formação específica, de curta duração, o sistema poderá entrar em funcionamento".
Para moradores e comerciantes, a questão é urgente. Luís Paisana, da Associação de Moradores do Bairro Alto, disse que os residentes estão "um pouco cansados da espera, e não percebem por que é isto está a demorar tanto tempo".
Luís Paisana afirmou ainda que "há alguns moradores que estão a contestar a instalação de uma câmara, porque, aparentemente, ela filma uma zona de habitação".
A autarquia confirmou à Lusa que recebeu uma queixa, mas garantiu que "existe um barramento que impede que os agentes da PSP possam visualizar o interior das habitações".
Também para a Associação de Comerciantes do Bairro Alto, a videovigilância "faz falta ao bairro". Hilário Castro, presidente, disse à Lusa que os comerciantes consideram "urgentíssima" a entrada em funcionamento do sistema.
"É um factor de inibição dos grupos que se organizam ao fim de semana. Vem facilitar a vida das autoridades e dar-lhes uma maior capacidade de resposta, nomeadamente a actos de vandalismo e agressões", acrescentou.
As 27 câmaras que compõem o sistema de videovigilância do Bairro Alto começaram a ser instaladas em Janeiro, depois de, no fim de 2012, a Câmara ter assinado contrato com a Navserver, a empresa que ganhou o concurso público, com um orçamento de cerca de 200 mil euros.
Lusa/SOL
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