segunda-feira, 1 de julho de 2013

Falta de mandato para concluir "atempadamente" 7ª avaliação não permite continuar, diz Vítor Gaspar


Na carta enviada hoje ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, onde  pede a demissão do cargo, Vítor Gaspar relembra que "apenas após o Conselho  de Ministros extraordinário de 12 de maio" recebeu "um mandato claro do  Governo que permitisse a conclusão do sétimo exame regular (o que aconteceu  imediatamente a seguir, a 13 de maio)". 
A 12 de maio, o Conselho de Ministros reuniu-se para confirmar as condições  necessárias ao fecho da sétima avaliação. Do encontro, saiu apenas um comunicado  dando conta de que o objetivo era que o então ministro das Finanças, Vítor  Gaspar, pudesse levar as suas conclusões às reuniões que teria no dia seguinte  em Bruxelas, do ECOFIN e do Eurogrupo. 
Foi nesse Conselho de Ministros que, segundo uma fonte do Governo, o  CDS-PP aceitou excecionalmente que "pudesse vir a ser considerada a introdução  de uma contribuição de sustentabilidade sobre as pensões". Posteriormente,  uma outra fonte do executivo sublinhou que essa medida seria aceite apenas  "como último recurso", depois de, a 5 de maio, o presidente do CDS-PP, Paulo  Portas, ter dito não concordar com a nova contribuição sobre pensões. 
Nos dias seguintes, foram várias as figuras do CDS-PP que disseram que  a cedência, em matéria da TSU dos pensionistas, tinha sido da 'troika' e  não de Paulo Portas e até que o partido iria exigir respeito pelo compromisso  de não aplicar essa taxa. 
Os documentos que saíram da sétima avaliação acabaram por confirmar  que a chamada TSU sobre as pensões é uma medida facultativa, mas que a não  ser aplicada terá de ser substituída por outra de valor equivalente. 
Na carta de demissão, Vítor Gaspar sublinha ainda que "a ausência de  um mandato para concluir atempadamente o sétimo exame regular não me permite  agora continuar a liderar a equipa que conduz as negociações com o objetivo  de melhor proteger os interesses de Portugal". 
Vítor Gaspar tinha apresentado o seu primeiro pedido de demissão a 22  de outubro do ano passado. 
Lusa

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