sexta-feira, 7 de junho de 2013

Eurostat\ Portugal é o terceiro país com maior percentagem de trabalhadores independentes


Em 2012, mais de 21% dos empregados em Portugal eram trabalhadores independentes, fazendo com que o país apresente a terceira maior taxa entre os países da União Europeia.

De acordo com os dados do Eurostat, hoje divulgados, só a Grécia (31,9%) e Itália (23,4%) apresentam valores mais elevados. Ao invés, o peso do trabalho independente é mais baixo na Estónia (8,3%) e Luxemburgo (8,4%). A média comunitária é de 15,2%.
Do conjunto de trabalhadores independentes em Portugal, só 23,9% tem outros trabalhadores a seu cargo, abaixo da média europeia (28,3%).
Mais de 86% dos empregados com mais de 65 anos são trabalhadores independentes.
Por cá, grande parte dos trabalhadores mais velhos desempenha a sua actividade de forma independente. Os dados do Eurostat indicam que 86,1% dos empregados com mais de 65 anos são trabalhadores independentes, a percentagem mais elevada entre todos os países da União Europeia.
O peso também é significativo no grupo dos empregados entre 50 e 64 anos (28,9%), ocupando Portugal a segunda posição do ranking neste caso. Só Grécia tem um valor mais alto (45,2%). No caso dos empregados entre 25 e 49 anos, o peso do trabalho independente em Portugal ascende a 13,2%, ultrapassado por Grécia, Itália e Polónia.
Contas feitas, em 2012 a União Europeia contava com 32,8 milhões de trabalhadores independentes.
Taxa de emprego de imigrantes fora da UE é mais elevada
Em Portugal, a taxa de emprego era mais elevada entre imigrantes oriundos de países fora da UE (64,6%) do que entre portugueses (61,9%). Esta tendência era, aliás, seguida, pela maioria dos países europeus. Mas se a comparação for feita com imigrantes de países que fazem parte da UE , a taxa de emprego entre portugueses já é mais alta.
No conjunto da União Europeia, a taxa de desemprego entre imigrantes é mais elevada e Portugal não é excepção. Em 2012, a taxa de desemprego dos portugueses era de 15,6% e a dos imigrantes oscilava entre 16,6% e 28,9% (neste caso, imigrantes de países fora da UE).

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